Você sabia que o suicídio mata 900 mil pessoas por ano no planeta?
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Seja Parte da Solução
“Meu
nome é suicídio. Eu
sou o resultado de um ponto culminante da dominação de sentimentos de
inutilidade e depressão. Eu vou entrar sorrateira e lentamente em sua vida sem que
ninguém me veja. Vou devorar sua alma lentamente, tirando sua vontade de viver.
Eu vou te arrastar para as profundezas de uma escuridão que somente poucos vão
saber ou entender. Eu vou fazer você esquecer tudo de bom que a vida tem para
oferecer e mostrar só o desespero. Eu vou pegar você em seu momento mais frágil
e, em seguida, atacar, te convencendo que só é possível uma resposta para sua
dor inimaginável: a morte.
Aqueles
que poderiam ter ajudado irão confirmar com a sua morte o que erroneamente pensavam
sobre você na vida ... que você era fraca e egoísta.
Se o mundo descobrisse que
eu não sou uma escolha a ser feita, que com amor, empatia e apoio é possível
intervir na minha busca por destruição, você poderia ter sido salva e eu perderia
o meu domínio sobre os emocionalmente indefesos.”
Esteja
lá para ouvir, apoiar e amar aqueles que são portadores de uma doença emocional
/ mental. Eles não estão apenas passando por um dia "ruim". Depressão
crônica pode ser uma doença debilitante e com um resultado devastador. Se você
ama alguém com uma doença mental, reserve um tempo para aprender
sobre essa doença e dê o seu apoio, da mesma forma como você faria se ele
tivesse diabetes ou câncer. A doença mental é real, e é tratável. Aprenda sobre
o suicídio. Saiba sobre os sinais de aviso de suicídio e não tenha medo de
intervir e ajudar. Seja parte da solução. Você pode salvar uma vida.
Se
você ou alguém que você conhece precisa de ajuda ligue para o número do CVV:
141 e procure ajuda especializada.
Texto original de Diana
Lee Elliott-Condon compartilhado na página de Suicide Shatters
Tradução
livre e adaptada
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Uma Advertência aos Evangélicos
Erro
N º 40 - Deixar de advertir as famílias que pertencem a certas congregações
religiosas e cometem o erro de considerar os pensamentos suicidas como um
sintoma de possessão demoníaca ou satânica, o que pode retardar ou impedir o
sujeito o acesso adequado aos serviços de saúde mental para receber o
tratamento especializado; por isso é uma responsabilidade dos pastores e padres
aumentar sua própria cultura sobre o tema do suicídio e a dos seus fiéis, para que
aqueles que possam estar em risco de cometer suicídio recebam ajuda médica
pertinente e optem por uma cultura de vida, não de morte.
(O Dr. Sérgio Perez é Fundador do Departamento de Suicidologia da
Associação Mundial de Psiquiatria e da Rede Mundial de Suicidologia. Autor de
mais de 100 artigos e 15 livros sobre o comportamento suicida, publicado em
vários países. Dentre suas obras, em parceria com o Dr. Humberto Corrêa,
publicou em português o livro Suicídio:
Uma Morte Evitável, pela Editora Atheneu)
Se você ou alguém que você conhece precisa de ajuda ligue para o número do CVV: 141 e procure ajuda especializada.
sábado, 20 de agosto de 2016
Mitos e Verdades
Se você ou alguém que você conhece precisa de ajuda ligue para o número do CVV: 141 e procure ajuda especializada.
As 3 Lições de Vida dos 3 Anos Após a Minha Tentativa de Suicídio
O
dia 25 de junho é uma data muito importante na minha recuperação. No
entanto, retornando à 2013, lembro que esse dia começou como qualquer outro
dia. Eu sabia que as coisas não andavam bem. Eu vivia isolada
dos meus amigos e familiares, envolvida em um relacionamento abusivo... As coisas estavam acontecendo e se agravando. Cada
erro que eu havia cometido estava vindo à superfície. Eu parei de ter esperança. Eu
tinha me doado demais àquele relacionamento, mais e mais a cada dia.
E
então aconteceu. Eu tentei acabar com a minha vida.
Aconteceu
rápido. Meu cérebro ficou meio que desligado. E a única coisa que eu tenho
lembrança é que eu estava no hospital, na ala psiquiátrica, querendo voltar
para casa.
Quando
eu recebi alta percebi que algo tinha mudado. Após a minha tentativa, eu
descobri que meu namorado abusivo e eu tínhamos brigado. Eu não estava
muito lúcida quando tudo aconteceu. Eu fui presa e enviada para um hospital. Ele
me deixou. No grande esquema das coisas considero que foi uma bênção,
porque ele era um ser humano horrível, e ele ter se afastado (e, em seguida,
ter voltado até que eu finalmente disse que já era o suficiente) foi o início
do fim do "nós". E eu não podia mais sequer imaginar continuar com
aquela relação, vivendo assustada e sendo agredida fisicamente, todos os dias. Mas
é claro que, em seguida, a separação fez a minha depressão piorar. Eu não conseguia
enxergar a minha vida dali para frente.
Agora
avancemos para 2016. Eu estou muito bem casada e com um filho. Minha carreira
de escritora está começando a decolar. Eu estou fazendo as coisas que eu amo
fazer. Tenho um grupo de amigos incríveis. Eu estou hoje o mais próximo
que eu já estive da minha família e, apesar de alguns dias ser mais escuros
do que outros, e eu às vezes ainda tenho pensamentos suicidas, consigo enxergar
a esperança no final de cada dia, e – acho que isso é muito importante – não
tenho medo de procurar ajuda quando preciso. E eu tenho um grande orgulho
de dizer que não fiz mais nenhuma tentativa nesses últimos três anos. Então,
gostaria de compartilhar com vocês as três lições de vida que aprendi em meus
três anos de sobriedade de uma tentativa de suicídio.
1.
Você não é uma aberração por passar por uma tentativa de suicídio. Você é
uma sobrevivente.
A
conversão interna após uma tentativa de suicídio é dura e sem amor. De início,
você será muito cruel consigo mesma. Seu primeiro pensamento será: você falhou. E
seu pensamento seguinte será que você está envergonhada. Você vai ficar
com medo de que alguém descubra o que você fez. Sobreviver a uma tentativa
de suicídio é a única falha cometida nessa vida para a qual você deve se sentir
grata. Veja! Você ainda está aqui, você ainda está viva. Alegre-se! E
não tenha vergonha. Nossa mente pode nos levar a lugares escuros. Você
é humana. E se você é como eu, e tem uma doença mental, você é uma lutadora; é
muito normal que você perca algumas batalhas, e algumas derrotas são piores do
que outras. Entretanto, encontre forças em seu "fracasso" e suba
novamente.
2.
Mesmo em seus dias mais escuros, você tem que encontrar uma coisa boa.
Mesmo
que seja ver um vídeo bonito sobre um gato ou encontrar uma flor bonita ao lado
da uma estrada. Encontre uma coisa que seja legal e que você goste de verdade
de fazer. Para mim, nada é tão legal e me ajuda a dissipar as coisas escuras
em minha cabeça e me faz lembrar de todo o bem no mundo, como uma caminhada ao
ar livre. Tenho a sorte de viver numa floresta, enquanto moro em uma
"cidade." Saio para explorar. Inspiro os cheiros, ouço os sons. Aterro-me
no universo, e deixo a escuridão para trás.
3.
Sua vida vale a pena ser vivida e você merece o amor.
Ninguém
merece morrer prematuramente. Você merece experimentar a felicidade. Você
merece respirar. Você é querida, mesmo que você não saiba; e você é amada,
mesmo quando você não sinta que seja. Mas, mesmo que você realmente não
acredite no que eu estou dizendo, eu sei e eu quero que você esteja
aqui. Estou torcendo pela sua recuperação. Eu serei a sua líder de
torcida.
Você
pode fazer isso! Seja forte, seja guerreira.
Se
você ou alguém que você conhece precisa de ajuda ligue para o número do CVV:
141 e procure ajuda especializada.
Texto
original: 3 Life Lessons From 3 Years After My Last Suicide
Attempt by Taylor Jones
Tradução livre e adaptada
A PONTE - DOCUMENTÁRIO
A ponte Golden Gate, que corta a baía de São Francisco, é um grande ponto turístico americano. Mas é também o lugar do mundo com o maior índice de suicídios. O diretor registrou diariamente, em 2004, a rotina sinistra do cartão-postal. Além do movimento de carros, pedestres e turistas, ele flagrou mais de 20 suicídios. No filme ele flagra pessoas subindo no parapeito da ponte e se atirando. Além de filmar o ato, o diretor foi atrás de depoimentos de familiares e amigos dos suicidas para tentar entender os motivos de tal atitude.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Eles são Barbeiros Engajados na Prevenção do Suicídio
Imagine a próxima vez que você for a barbearia para um corte de cabelo e o barbeiro puxar assunto sobre como anda sua saúde mental e esperar ouvir, de sua parte, uma resposta honesta. Um grupo de barbeiros da Irlanda, Reino Unido e Holanda – conhecidos como Lions Barber Collective – consideram sinceramente prevenir o suicídio, levando adiante essa ideia de falar abertamente com os seus clientes sobre saúde mental.
"Acredito
firmemente que, ao falar sobre estes assuntos de forma mais aberta, vamos
trabalhar no sentido de destruir o estigma em torno do suicídio e da doença mental", disse Tom Chapman, fundador do grupo. "A barbearia é um
ótimo lugar para isso, porque de um modo geral temos um ótimo relacionamento
com nossos clientes e estabelecemos com eles uma relação de confiança e
intimidade."
De
acordo com a Organização Mundial da Saúde, os homens são mais difíceis de ser diagnosticados
com depressão e são menos propensos a procurar ajuda para problemas
relacionados com a saúde mental. Os homens são 3,5 vezes mais propensos a
morrer por suicídio do que as mulheres.
A
ideia de conversar sobre suicídio e saúde mental na Barbearia veio em 2015, a
partir de um comentário no Facebook. Chapman estava tentando montar um livro
que apresentasse o trabalho de barbeiros do Reino Unido e Irlanda, com a
intenção de que parte dos rendimentos pela venda da obra fosse doado para a
caridade. Ele postou no grupo New World Barbers Facebook pedindo recomendações
de caridade, quando um membro sugeriu doar o dinheiro a um grupo de prevenção
do suicídio – um problema que havia chegado bem perto de Chapman.
"Eu
havia perdido um amigo por suicídio apenas há um ano e, na época, eu não possuía
qualquer conhecimento sobre a existência de organizações de prevenção do
suicídio”, disse Chapman. "Eu também não tinha ideia do que ele estava
passando, do porque estava se sentindo assim... e eu tinha estado com ele
poucos dias antes do ocorrido”. Isso me estimulou e me fez ter várias ideias. ”
Desde
a fundação da Collective, Chapman recebeu formação em intervenção em situações de
suicídio e ajudou a treinar outros barbeiros em primeiros socorros em saúde
mental. "Sinto que há um medo dos homens de mostrarem que sofrem de algum
distúrbio mental ou compartilharem suas emoções e sentimentos, pois isso
poderia ser visto como sinônimo de fraqueza pessoal. No entanto, penso que a
maioria de nós ficaria surpreso com a reação se falássemos mais ", disse
Chapman. "Bem-estar mental é tão importante quanto o bem-estar físico."
O
Collective também está desenvolvendo seu próprio programa de conscientização sobre
saúde mental e suicídio e formação em intervenção em situações de suicídio,
chamada Barber Talk. O curso de um dia inteiro vai ajudar barbeiros a
reconhecer os sinais de diferentes relacionados aos transtornos mentais, bem como
ensiná-los a falar com seus clientes sobre questões de saúde mental e a arte do
não-julgamento, a escuta ativa. Os barbeiros também passarão a ter informações
sobre as organizações locais e nacionais para que eles possam indicá-las aos
clientes que precisem de ajuda adicional.
Estão
envolvidos nesse trabalho atualmente barbeiros do Reino Unido, Irlanda e
Holanda, mas a intenção é expandir para mais países ao redor do mundo,
incluindo os Estados Unidos. Dois novos grupos serão anunciados em 10 de
setembro, o primeiro ano de existência do Lions Barber Collective e o Dia
Mundial de Prevenção do Suicídio.
Muito
bacana, você não acha?
Se
você ou alguém que você conhece precisa de ajuda ligue para o número do CVV:
141 e procure ajuda especializada.
Para
mais informações sobre o Lions Barber Collective: visite sua página em http://www.thelionsbarbercollective.com
Texto
original: https://themighty.com/2016/08/lions-barber-collective-wants-to-prevent-suicide/
by Jordan Davidson
Tradução
livre e adaptada
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